terça-feira, setembro 28, 2004

A 26ª...

cartaz de divulgação

olha só essa instalação: é um elefante de verdade empalhado! com uma onça encontrando o caçador, hehe.

"... e a jovem pensou: 'que bom que existe o vento!'. e ficou por ali, com aquelas árvores, imersa num grande sentimento materno, visceral, físico, aromático, total... ela tinha saudade"

segunda-feira, setembro 27, 2004

também essa (essa é legal!)

O macaco Arnaldo Antunes o macaco se parece com o homem/a macaca parece mulher /algumas pessoas se parecem /outras pessoas se parecem com outras /as macacas de auditório são meninas /as crianças parecem micos /os papagaios falam o que as pessoas falam mas não parecem pessoas/ para os cegos os papagaios parecem pessoas /o homem veio do macaco /mas antes o macaco veio do cavalo e o cavalo veio do gato /então o homem veio do gato /o gato veio do coelho que veio do sapo que veio do lagarto /então o homem veio do lagarto /o lagarto veio da borboleta que veio do pássaro que veio do peixe /pessoas se parecem com peixes quando nadam /pessoas se parecem com peixes quando olham o vazio /pessoas se parecem com peixes quando ainda não nasceram /pessoas se parecem com peixes quando fazem bolas de chiclete/ macacos desaparecem/ peixes parecem peixes /micróbios não aparecem /todos se parecem pois se diferem

Tava pensando nessa aqui...

Cultura Arnaldo Antunes o girino é o pexinho do sapo o silêncio é o começo do papo o bigode é a antena do gato o cavalo é pasto do carrapatoo cabrito é o cordeiro da cabra o pecoço é a barriga da cobra o leitão é um porquinho mais novo a galinha é um pouquinho do ovo o desejo é o começo do corpo engordar é a tarefa do porco a cegonha é a girafa do ganso o cachorro é um lobo mais manso o escuro é a metade da zebra as raízes são as veias da seiva o camelo é um cavalo sem sede tartaruga por dentro é parede o potrinho é o bezerro da égua a batalha é o começo da trégua papagaio é um dragão miniatura bactérias num meio é cultura

terça-feira, setembro 21, 2004

E nós pintamos um céu...

Que tal nomearmos a apresentação do dia 02/08 de "E nós pintamos um céu..."? será uma nomeação somente para a gente, pois não sei se terá convite, se tiver, vamos denominar assim a apresentação? eu pensei nisso porque pensei em incorporar as duas canções nossas que são: "olá, como vai você" e "diálogo" ("aqui estamos a ver o lado bom das coisas"). a primeira eu já tinha falado pra vc, agora a segunda eu pensei hoje em um lampejo, depois de um elogio de um colaborador daqui da casa das máquinas que disse coisas lindas, que disse que o filho de 4 anos dele se maravilhou com o circo mísitco... eu fiquei inspirada e pensei que a gente poderia por a música, pois ela significa nosso diálogo e nossa preparação e concepção da arte que foi o nosso espetáculo. poderíamos extrapolar para o significado da concepção artística daquelas crianças também... dá certo, principalmente a parte de "e nós pintamos um céu" que eu pensei que poderia ser o nome da performance. agora, o resto do conteúdo a gente ainda conversa... resolvemos eu, a cynthia e o aender montar a exposição na sexta, onde eu terei mais visão do espaço e surgirá mais idéias legais. beijo "... e a jovem sorriu, como uma criança. 'e nós pintamos um céu... e nós dobramos papel... passamos o nosso chapéu... ponha o te sorriso...' que coisa fantástica! era uma coisa realmente fantástica, que valia a pena a existência inteira. como o aprendizado da vida em todos os sentidos contribuíra para essa tão magnífica culminação, então, todos os episódios da vida valiam a pena, cada qual ao seu jeito. com foi bom olhar para as paredes do labirinto dos momentos depois dessa intrépida sacada! as paredes do labirinto estão pintadas nesse momento. e a jovem decidira dar uma voadinha até a montanha mais alta daquela região, quem sabe sentar do alto do chapadão do zagaia? e lá fora ela..."

sexta-feira, setembro 17, 2004

O Território LIvre das artes - 26ª Bienal de SP

Este é um espaço no qual eu me familiarizo, no qual eu pulso junto, me reconheço, me acho, me encontro, amo a vida... o tema da 26ª é "território livre", quem vem dar livre escolha à arte para que ela mostre tudo para todos... o que quiser, nos diversos patamares do consciente e inconsciente, do simbólico, sublime, do indizível, do mágico e lindo mundo que todos os seres têm dentro de si e que precisam de um meio de serem expressados, mostrados, gritados, sentidos em sua plenitude, e mais que isso: explorados.

"A Bienal de São Paulo é uma área extraterritorial onde os artistas erigem as suas povoações utópicas. Concebe-se como último diferencial, no qual se acumulam a massa crítica e a energia positiva que permitem o surgimento do pressuposto da transformação da sociedade e a intuição de novas formas do convívio humano. Cada geração de artistas é chamada a fazer novamente o levantamento topográfico dessa terra de ninguém e traçar-lhe os contornos.Somente as artes dispõem de um estoque universal de signos e arquétipos, cujo intercâmbio mobiliza a memória coletiva da humanidade. Se o artista é, portanto, um contrabandista de imagens, a Bienal pode vir a ser um entreposto no reino da estética, onde a curiosidade, casada com o prazer da conquista, basta como documento de identidade, onde os sentidos despertos são aceitos como bilhete de entrada e onde se comercializam bens preciosos, mas sem cobrança de direitos alfandegários" - Alfons Hugh, curador da mostra.

quinta-feira, setembro 16, 2004

A cidade e as serras

“ E Jacinto, por impulso bem Jacíntico, caminhou gulosamente para a borda do terraço a contemplar Paris. Sob o céu cinzento, na planície cinzenta, a cidade jazia, toda cinzenta, como uma vasta e grossa camada de caliça e telha. E, na sua imobilidade e na sua mudez, algum rolo de fumo, mais tênue e ralo que o fumear de um escombro mal apagado, era todo o vestígio visível da sua vida magnífica. Então chasqueei risonhamente o meu príncipe. Aí estava pois a cidade, augusta criação da humanidade. Ei-la aí, belo Jacinto! Sobre a crosta cinzenta da Terra – uma camada de caliça, apenas mais cinzenta! No entanto ainda momentos antes de a deixáramos prodigiosamente viva, cheia de um povo forte, com todos os seus poderosos órgãos funcionando, abarrotada de riqueza, resplandecente de sapiência, na triunfal plenitude do seu orgulho, como rainha do mundo coroada de graça. E agora eu e o belo Jacinto trepávamos a uma colina, espreitávamos, escutávamos – e de toda a estridente e radiante civilização da cidade não percebíamos nem um rumor nem um lampejo! E o 202, o soberbo 202, com os seus arames, os seus aparelhos, a pompa de sua mecânica, os seus trinta mil livros? Sumido, esvaído na confusão de telha e cinza! Para este esvaecimento pois da obra humana, mal ela se contempla de cem metros de altura, arqueja o obreiro humano em tão angustioso esforço? Hem, Jacinto?... Onde estão os teus armazéns servidos por três mil caixeiros? E os bancos em que retine o ouro universal? E as bibliotecas atulhadas com o saber dos séculos? Tudo se fundiu em uma nódoa parda e suja a Terra. Aos olhos piscos de um Zé Fernandes, logo que ele suba, fumando o seu cigarro, a uma arredada colina – a sublime edificação dos tempos não é mais que um silencioso monturo da espessura e da cor do pó final. O que será então aos olhos de Deus! E ante estes clamores, lançados com afável malícia para espicaçar o meu príncipe, ele murmurou, pensativo: - Sim, é talvez tudo uma ilusão... E a cidade a maior ilusão! Tão facilmente vitorioso redobrei de facúndia. Certamente, meu príncipe, uma ilusão! E a mais amarga, porque o homem pensa ter na cidade a base de toda sua grandeza e só nela tem a fonte de toda a sua miséria. Vê, Jacinto! Na cidade perdeu ele a força e beleza harmoniosa do corpo, e se tornou esse ser ressequido e escanifrado ou obeso e afogado em unto, de ossos moles como trapos, de nervos trêmulos como arames, com cangalhas, com chinós, com dentaduras de chumbo, sem sangue, sem febra, sem viço, torto, corcunda – esse ser em que Deus, espantado, mal pode reconhecer o seu esbelto e rijo e nobre Adão! Na cidade findou a sua liberdade moral: cada manhã ela lhe impõe uma necessidade, e cada necessidade o arremessa para uma dependência: pobre e subalterno, a sua vida é um constante solicitar, adular, vergar, rastejar, aturar; rico e superior como um Jacinto, a sociedade logo o enreda em tradições, preceitos, etiquetas, cerimônias, praxes, ritos, serviços mais disciplinares que os de um cárcere ou de um quartel... A sua tranqüilidade (bem tão alto Deus com ele recompensa os santos) onde está, meu Jacinto? Sumida para sempre, nessa batalha desesperada pelo pão, ou pela fama, ou pelo poder, ou pelo gozo, ou pela fugidia rodela de ouro! Alegria como a haverá na cidade para esses milhões de seres que tumultuam na arquejante ocupação de desejar – e que, nunca fartando o desejo, incessantemente padecem de desilusão, desesperança ou derrota? Os sentimentos mais genuinamente humanos logo na cidade se desumanizam! Vê, meu Jacinto! São como luzes que o áspero vento do viver social não deixa arder com serenidade e limpidez; e aqui abala e faz tremer; e além brutamente apaga; e adiante obriga a flamejar com desnaturada violência. As amizades nunca passam de alianças que o interesse, na hora inquieta da defesa ou na hora sôfrega do assalto, ata apressadamente com um cordel apressado, e que estalam ao menor embate da rivalidade ou do orgulho. E o amor, na cidade, meu gentil Jacinto? Considera esses vastos armazéns com espelhos, onde a nobre carne de Eva se vende, tarifada ao arrátel, como a de vaca! Contempla esse velho deus do Himeneu, que circula trazendo em vez do ondeante facho da paixão a apertada carteira do dote! Espreita essa turba que foge dos largos caminhos assoalhados em que os faunos amam as ninfas na boa lei natural, e busca tristemente os recantos lôbregos de Sodoma ou de Lesbos!... Mas o que a cidade mais deteriora no homem é a inteligência, porque ou lha arregimenta dentro da banalidade ou lha empurra para a extravagância. Nesta densa e pairante camada de idéias e fórmulas que constitui a atmosfera mental das cidades, o homem que a respira, nela envolto, só pensa todos os pensamentos já pensados, só exprime todas as expressões já exprimidas: - ou então, para se destacar na pardacenta e chata rotina e trepar ao frágil andaime da gloríola, inventa em um gemente esforço, inchando o crânio, uma novidade disforme que espante e que detenha a multidão como um monstrengo em uma feira. Todos, intelectualmente, são carneiros, trilhando o mesmo trilho, balando o mesmo balido, com o focinho pendido para a poeira onde pisam, em fila, as pegadas pisadas; - e alguns são macacos, saltando no topo de mastros vistosos, com esgares e cabriolas. Assim, meu Jacinto, na cidade, nesta criação tão antinatural onde o solo é de pau e feltro e alcatrão, e o carvão tapa o céu, e a gente vive acamada nos prédios como o paninho nas lojas, e a claridade vem pelos canos, e as mentiras se murmuram através de arames – o homem aparece como uma criatura anti-humana, sem beleza, sem força, sem liberdade, sem riso, sem sentimento, e trazendo em si um espírito que é passivo como um escravo ou imprudente como um histrião... E aqui tem o belo Jacinto o que é a bela cidade! E ante estas encanecidas e veneráveis invectivas, retumbadas pontualmente por todos os moralistas bucólicos, desde Hesíodo, através dos séculos – o meu príncipe vergou a nuca dócil, como se elas brotassem, inesperadas e frescas, de uma revelação superior, naqueles cismos de Montmartre: - Sim, com efeito, a cidade... É talvez uma ilusão perversa! Insisti logo, com abundância, puxando os punhos, saboreando o meu fácil filosofar. E se ao menos essa ilusão da cidade tornasse feliz a totalidade dos seres que a mantêm... Mas não! Só uma estreita e reluzente casta goza na cidade os gozos especiais que ela cria. O resto, a escura, imensa plebe, só nela sofre, e com sofrimentos especiais que só nela existem! Deste terraço, junto a esta rica basílica consagrada ao coração que amou o pobre e por ele sangrou, bem avistamos nós o lôbrego casario onde a plebe se curva sob esse antigo opróbrio de que nem religiões, nem filosofias, nem morais, nem a sua própria força brutal a poderão jamais libertar! Aí, jaz, espalhada pela cidade, como esterco vil que fecunda a cidade. Os séculos rolam; e sempre imutáveis farrapos lhe cobrem o corpo, e sempre debaixo deles, através do longo dia, os homens labutarão e as mulheres chorarão. E com este labor e este pranto dos pobres, meu príncipe, se edifica a abundância da cidade! Ei-la agora coberta de moradas em que eles se não abrigam; armazenada de estofos, com que eles não se agasalham; abarrotada de alimentos, com que eles não se saciam! Para eles só a neve, quando a neve cai, e entorpece e sepulta as criancinhas aninhadas pelos bancos das praças ou sob os arcos das pontes de Paris... A neve cai, muda e branca na treva; as criancinhas gelam nos seus trapos; e a polícia ronda atenta para que não seja perturbado o tépido do sono daqueles que amam a neve, para patinar nos lagos do Bosque de Bolonha com peliças de três mil francos. Mas quê, me Jacinto! a tua civilização reclama insaciavelmente regalos e pompas, que só obterá, nesta amarga desarmonia social, se o capital der ao trabalho, por cada arquejante esforço, uma migalha ratinhada. Irremediável, é, pois, que a incessantemente a plebe sirva, a plebe pene! A sua esfalfada miséria é a condição do esplendor sereno da cidade. Se nas suas tigelas fumegasse a justa ração de caldo – não poderia aparecer nas baixelas de prata a luxuosa porção de foie-gras e túbaras que são o orgulho da civilização. Há andrajos em trapeiras – para que as belas madames de Oriol, resplandecentes de sedas e rendas, subam em doce ondulação, a escadaria da ópera. Há mãos regeladas que se estendem e beiços sumidos que agradecem o dom magnânimo de um sou – para que os Efrains tenham dez milhões no Banco da França, se aqueçam à chama rica da lenha aromática, e surtam de colares de safiras as suas concubinas, netas dos duques de Atenas. E um povo chora de fome, e da fome dos seus pequeninos – para que os Jacintos, em janeiro, debiquem, bocejando, sobre pratos de Saxe, morangos gelados em champanhe e avivados de um fio de éter! - E eu comi dos teus morangos, Jacinto! Miseráveis, tu e eu! Ele murmurou, desolado: - É horrível, comemos desses morangos... E talvez por uma ilusão! Pensativamente deixou a borda do terraço, como se a presença da cidade, estendida na planície, fosse escandalosa. E caminhamos devagar, sob a moleza cinzenta da tarde, filosofando – considerando que para esta iniqüidade não havia cura humana, trazida pelo esforço humano. Ah, os Efrans, os Trèves, os vorazes e sombrios tubarões do mar humano, só abandonarão ou afrouxarão a exploração das plebes, se uma influência celeste, por milagre novo, mais alto que os milagres velhos, lhes converter as almas! O burguês triunfa, muito forte, todo endurecido no pecado – e contra ele são impotentes os prantos dos humanitários, os raciocínios dos lógicos, as bombas dos anarquistas. Para amolecer tão duro granito só uma doçura divina. Eis pois esperança da terra novamente posta em um Messias!... Um decerto nasceu outrora dos grandes céus; e, para mostrar bem que mandado trazia, penetrou mansamente no mundo pela porta de um curral. Mas a sua passagem entre os homens foi tão curta! Um meigo sermão em uma montanha, ao fim de uma tarde meiga; uma repreensão moderada aos fariseus que então redigiam o Boulevard; algumas vergastadas nos Efrains vendilhões; e logo, através da porta da morte, a fuga radiosa para o paraíso! Esse adorável filho de Deus teve demasiada pressa em recolher a casa de seu Pai! E os homens a quem ele incumbira a continuação da sua obra, envolvidos logo pelas influências dos Efrains, dos Trèves, da gente do Boulevard, bem depressa esqueceram a lição da montanha e do lago de Tiberíades – e eis que por seu turno revestem a púrpura, e são bispos, e são papas, e se aliam à opressão, e reinam, com ela, e edificam a duração do seu reino sobre a miséria dos sem-pão e dos sem-lar! Assim tem de ser recomeçada a obra de redenção. Jesus, ou Guatama, ou Cristna, ou outro desses filhos de Deus pó vezes escolhe no seio de uma virgem, nos quietos vergéis da Ásia, dera novamente descer à terra de servidão. Virá ele, o desejado? Porventura já algum grave rei do Oriente despertou, e olhou a estrela, e tomou a mirra nas suas mãos reais, e montou pensativamente sobre o seu dromedário? Já por esses arredores da cidade, de noite, enquanto Caifás e Madalenas ceiam lagosta no Paillard, andou um anjo, atento, num vôo lento, escolhendo um curral? Já de longe, sem moço que os tanja, na gostosa pressa de um divino encontro, vem trotando a vaca, trotando o burrinho? - Tu sabes, Jacinto?”

segunda-feira, setembro 13, 2004

A energia que brota das pedras

estou profundamente modificada com as sensações do domingo naquela montanha... lembrei-me de vc a cada instante, cada infinitude que meu ser presenciava eu pensava o quanto você é importante na minha vida, o quanto você é grande e total... fecho os olhos e sinto as rochas, as alturas, as águas massageando os ouvidos, as costas, os pés... quis beijar vc. mentalizei a energia potencial gravitacional das águas chegando até vc, envolvendo vc com um beijo meu, um abraço, uma carícia... e à noite, com aquelas águas nos olhos, pratiquei yoga com uma musiquinha do Urbano Medeiros no qual ele tocava clarineta nos pés de uma cachoeira... nossa, nem precisei relaxar, já estava naquele estado, pois fui mandada pra lá de novo, onde estive fazendo os movimentos debaixo daquelas águas... que sensação, aprendiz! como aprendi! depois fiz a historinha do molhado, facilitou os meus desenhos aquelas imagens de rios e água que estavam na minha mente, pois era só fechar os olhos e desenhar o que visualizava... nossa, como estou com saudades de ti, como sinto vontade de abraçar e beijar vc, como fui abençoada com a sua presença da quarta feira em diante!! obrigada por tudo...

PLANETA ÁGUA Água que nasce na fonte serena do mundo E que abre um profundo grotão Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão Águas que banham aldeias e matam a sede da população Águas que caem das pedras no véu das cascatas, ronco de trovão E depois dormem tranqüilas no leito dos lagos, no leito dos lagos Água dos igarapés, onde Iara, a mãe d’água é misteriosa canção Água que o sol evapora, pro céu vai embora, virar nuvem de algodão Gotas de água da chuva, alegre arco-íris sobre plantação Gotas da água da chuva, tão tristes, são lágrimas na inundação Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra Terra, planeta água

sexta-feira, setembro 10, 2004

e na casa das máquinas...

ei... saudade que afrouxa os braços e faz pular a barrigaga, que de tanta borboleta, se mexe, a olhos vistos! quero poder abrir a minha boca, ao seu lado, poder soltar borboletas musicais e me aliviar, a cada dia, a tensão da vida moderna... e além, muito além disso: poder re-descobrir o meu aprendizado e voltar a ser quem eu realmente sou. acho que eu não me esqueci e minhas convicções estão certas, é bom poder sair na rua e descobrir, como ontem eu fiz... agradeço a você, a mim, à oportunidade que foi passar 5 dias inteiros nos seus braços, fui beijada intensamente na alma e estou brilhando até agora... só peço para não parar de prestar atenção nos sinais, nas coisas, nesse momento da minha vida, humildemente e dolorosamente peço que não deixe de prestar atenção em mim... preciso da sua atenção. beijo na sua alma, profundo, com a expressão de lágrimas que vc conhece, daquelas que são de profunda alegria e consideração, daquelas de orgasmo, de encontro e de bolha... brilhante, que voa... assim. "e a jovem sorriu, pois pôde falar, como era bom. ela parou no labirinto, olhou um quadro na parede e lembrou de arte. arte de vida, arte de viver intensamente. de viajar e viver. tudo cabe, até as lágrimas, sabia ela. e ela concordou com a música que acabara de ouvir. e sentiu borboletas. acho que ela vai tocar um violão de aço, bonito o violão. acho que vai, sim, pois estava forte, estava reluzindo, havia sido beijada na alma e aquele homem não a assustava, simplesmente e profundamente a beijava, e ela aprendia a cada dia com suas proprias sensações. era perfeito, assim, como planos para o futuro... e com um salto, sua alma se movimentou como um acúleo primário. e brindou, com uma taça de licor dos momentos, em direção ao céu, onde seu olhar cruzava com o dele, em algum ponto infinito e ilimitado..."

quinta-feira, setembro 02, 2004

Mensagem do aprendiz, 26 Dezembro 2001

26 dez 01 > Quem é vc? sou um homem ! que com um carinho seu, fico pensando melhor ! que tenta pensar nas coisas e fazer dos dias eternas descobertas eprazeres. (gostei disto, também sou assim) nosso amor é tão lindo,, que as vezes nem nós mesmos acreditamos A garganta, he,he,..... vou ler no livro o que é bom pra prevenir esses desconfortos,,, afinal vc é uma cantora ...! e também gosto de conversar com vc ..... escutar vc falar ... Yeah ! > Mas uma boa noção eu tenho, por tudo que a gente já passou e pelas coisasnas quais eu intervi. Temos uma ótima noção sobre nós 2,,, sabemos,,,, mas as vezes nãoacreditamos,,,, acabamos sendo bem normais,,,, é difícil mesmo acreditar que somos isto mesmo que somos !Esse nosso espetáculo duplo, esta nossa história é muito linda. Parece mais uma estória ! agora a poucoestava olhando a frente da franquia, a avenida,,( rs... vou compra um máquina fotográfica ..) pensei em vcchegando, legal ..! hihihi,,, que vontade, ai vc vinha andando, e nós continuavamos andando, pra casa talvez ,,,tomar um sorvete de goiaba... to levando meu violão... vc toca violão,,,, eu toco baixo,,, vc canta,,,eu vou aprender ...rs... > Tenho coisas pra te contar, pra te mostrar, rs.... estamos carregados de energia, por isto a gente se choca as vezes... ai é necessário eu me conter das minhas energias e vc das suas ... também estava com vontade de levar um cd pra te mostrar, ou treinar opoema pro natal,,, (tecem as teias) é sempre bom lembrarmos que teremos muito tempo ainda pra compartilhartodas estas coisas .... sempre tenho que me convercer disto,, pra me conter um pouco, falarmenos,,,, rs... > A chuva pinga lá fora, a lua brilha por trás do céu cinza-negro da noite,tudo bem, o universo é mesmo muito lindo, tudo no seu lugar. legal , ,,,,,,,,,,,,,,,,,, muuuuiiiito legallllll !!! > Abraços perfeitos e beijos quaisquer em todos os lugares. Que lindo ,,, lindo,lindo,lindo,lindo,,,, saudade.... beijos gostosos deontem a noite ! > ps: vc gosta de desenho japonês? (acho que já te fiz essa pergunta) sabe que reparei que seu desenho japonês olha como vc ...!! quero veroutros desenhos seus ..! > (nossa, que vontade de fazer coisas! Que vontade de compor uma música, deacender incensos, de fazer rituais, de fazer >uma peça, de estudar física,de tocar flauta, de beijar sua boca, de andar na estrada, de ouvir o vento,de ficar chapada de >vodka, de ouvir rock, de sair na chuva... escrever umlivro, pintar um quadro, viajar, falar inglês, de cantar e as pessoas>sentirem o que eu faço...! eu gosto de vc, Marco Smith Tull...) viu,, quanta energia,,,, cuidado, podemos explodir ,,,rs... aos poucos estamos fazendo todas estas coisas ,,,,, lembra quantas coisas jáfizemos neste 3 meses,,, !!! que legal.... Sentimento artistico, beethoven, amor, incenso, beijos, dança, comidagostosa, alface, tarde,, chuva,, noite,familia, família acústica, rs....,, agora vou telefonar pra vc ..... vc está ai ....? beijobeijobeijobeijobeijobeijobeijobeijobeijobeijobeijobeijo beijobeijobeijobeijobeijobeijobeijobeijobeijobeijobeijobeijo beijobeijobeijobeijobeijobeijobeijobeijobeijobeijo abraçoabraçoabraçoabraçoabraçoabraçoabraçoabraçoabraçoabraço abraçoabraçoabraçoabraçoabraçoabraçoabraçoabraçoabraçoabraço abraçoabraçoabraçoabraço carinhoscarinhoscarinhoscarinhoscarinhoscarinhoscarinhos carinhoscarinhoscarinhoscarinhoscarinhoscarinhoscarinhos carinhoscarinhoscarinhoscarinhoscarinhoscarinhos amoramoramoramoramoramoramoramoramoramoramoramoramoramor amoramoramoramoramoramoramoramoramoramoramoramoramoramor amoramoramoramor amar e ser amado é um sonho realizado

Mensagens do aprendiz, 31 dezembro de 2001

Oi, Jovem,
Adeline,,,
A de li ne ar
o espaço
li ne ar
Há De li ri os
Há Li ri os
Há de mais amor
De li ci o sa men te
lem bro me de
A d e l i n e
A Delinear Sonhos Reais
"... e a jovem se lembrava exatamente daquele momento. sorria profundo, pois aquilo era para ela muito importante, tão importante quanto respirar ou voar... Ela era profundamente agradecida por todas essas coisas, por poder encontrar-se, por poder ser livre assim, escolhendo amar aquilo que mais queria amar: o amor dele... E com um grito de êxtase, virou estrela por alguns instantes..."