segunda-feira, dezembro 20, 2004

estou tão feliz, estou até com as bochechas rosadas! minha vida está caminhando para tudo aquilo que eu sempre quis, vamos lá venha, sem medo, seja bem vinda, vida!! estive na floresta, na montanha, e emocionada, lembrei-me de vc. como vc estava lá comigo!! em todo o instante, em tudo o que eu estava fazendo. me emocionei em várias ocasiões, estive com lágrimas nos olhos... venha pra nossa vida, vai ser lindo, com tudo que uma vida pode oferecer (e n é nada pouco!). prepare-se juguri... acabei de chegar e aqui em casa, com num passe de mágica, como se os bichos e a natureza estivesse vindo harmonizar a minha vida, encontro uma cachorra nova e uma curica. é, apareceu uma pitbull filhote aqui e um papagaio. a pity e a belinha, respectivamente. eu falei pro meu pai que é bom, é sinal que a casa está harmonizada, pois os bichos estão vindo!! ai, ai, te espero com tanto carinho, com tanta coia pra conversar e com tanto pra sentir! estou muito feliz, agradeço por tudo isso, obrigada por fazer parte de tudo isso, vc não não sabe o quanto eu agradeço por me querer bem! um xodó pra vc, bem dengoso, de cheiro...

terça-feira, dezembro 14, 2004

"Rapidamente, como se outra vez algo a requisitasse ali, voltou-se para a sua tela. Lá estava seu quadro. Sim, com todos os verdes e azuis, as linhas subindo e se cruzando, a tentativa de alcançar alguma coisa. Seria dependurado no sótão, pensava; seria destruído. Mas que importa?, perguntou-se, tornando a pegar o pincel. Olhou os degraus: estavam vazios; olhou a tela: estava indefinida. Então, com uma repentina intensidade, como se pudesse vê-la nitidamente por um segundo, traçou uma linha ali, no centro. Estava pronto; estava acabado. Sim - pensou, pousando o pincel, com extremo cansaço -, eu tive a minha visão." Virginia Woolf (Passeio ao Farol) este é o último parágrafo do livro, que termina maravilhosamente qdo lily briscoe termina sua tela. é lindo, leia alguma vez na vida virginia woolf !.. (e a jovem, sentada, sozinha, ficava a imaginar como aquilo era possível. obra tão grandiosa! e depois de uma longa caminhada pelo bosque de pedras, dormiu, e ao acordar, viu que estava sozinha. caminhou pela sua solidão, divagando o quanto era estranhamente solitária às vezes. a única coisa que ela sentia, era sua presença. tão gostosa, aquela presença que sabia bem, que fazia as suas borboletas voarem em polvorosa, em círculos, querer viver. sim, ela pensava nele, implorava que em qualquer lugar estivesse com ela...)